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Os núcleos de gravuras do Côa são património cultural da humanidade

A região do vale do Côa (Foz Côa, Portugal) possui um dos mais longos ciclos de arte rupestre conhecidos na Europa, com motivos gravados e/ou pintados desde o Paleolítico superior. A qualidade surpreendente da arte criada na era glaciar, desde há 25.000 anos, deu fama à região, quer pelo elevado número de gravuras - mais de 1000 rochas gravadas, distribuídas por 72 locais, estão catalogadas – que constituem o maior Museu Natural de Arte Rupestre quer pela impressiva beleza e originalidade estética de muitas delas. A descoberta das gravuras tem igualmente vindo a contribuir para avanços significativos no domínio do conhecimento da Arte Paleolítica, esclarecendo melhor determinados aspetos do conhecimento, revendo e/ou refutando antigas teorias ou criando novas vias de interpretação.


A arte paleolítica do Côa conjuga tradição e modernidade, quer na invenção da animação em figuras com mais do que uma cabeça, quer na utilização dos particularismos dos suportes xistosos na procura da tridimensionalidade, quer ainda no diversificado jogo de soluções artísticas patentes em muitos dos painéis historiados deste longo período artístico. Estes e outros atributos estéticos são elementos que contribuem para uma afirmação de modernidade da Arte Paleolítica do Côa (António Martinho Batista, Diretor do Parque Arqueológico do Vale do Côa)

A classificação dos núcleos de gravuras rupestres como Património Cultural da Humanidade, pela Unesco, em Dezembro de 1998, marcou indelevelmente em Portugal o estatuto da Arte Rupestre, da Arqueologia e do Património cultural.

Como mostrar as gravuras?

Como mostrar, a um público vasto, as gravuras rupestres do Vale do Côa? Como exibir este fabuloso património arqueológico, artístico e cultural de Portugal e da Humanidade incitando à sua descoberta e compreensão?



O mundo virtual Côa 3D e “o segredo”da passagem

O Côa 3D é a nossa resposta sob a forma de um ambiente virtual que procurou responder a estes objetivos de duas formas. Por um lado dar uma perspetiva do Vale do Côa tal como existe hoje, o Côa atual, com as rochas e gravuras, e por outro lado mostrar o Vale do Côa nos tempos pré-históricos (Paleolítico Superior) com o ambiente, os animais e a vida da população primitiva da época.
São duas representações distintas do mesmo espaço físico, em duas épocas separadas por 25.000 anos. É possível passar de uma época para a outra conhecendo “o segredo” que é apenas revelado aos visitantes mais atentos às indicações que encontram no mundo 3D.
Apresenta-se a seguir uma brevíssima descrição do que cada utilizador terá oportunidade de experimentar em ambos os “mundos”.

O Côa Atual

Existem diversos locais na região do Côa que podem ser visitados através de visitas guiadas proporcionadas pelo parque arqueológico. O percurso da Canada do Inferno possui um elevado simbolismo histórico por ter sido o primeiro local a ser descoberto, pelo que foi escolhido como inspiração para desenvolver o projeto Côa 3D que embora use alguns elementos reais do terreno e rochas, é uma recriação artística e ficcional.
No percurso do Coa Atual, o utilizador pode explorar algumas das gravuras mais representativas existentes naquela zona. É igualmente possível percorrer o envolvente ambiente das margens do rio, seus atrativos, explorações e … segredos.
Uma dessas explorações, não revelada ao visitante mais apressado e desatento, permite descobrir o segredo da viagem ao tempo dos artistas que criaram as gravuras.



O Côa Paleolítico

A passagem secreta leva o visitante à Pré-História. Este mundo é bastante diferente do anterior. É ainda a era glaciar, o clima e a luz são diferentes, também se nota pelos animais e plantas. Pode-se visitar o típico acampamento do Homem Paleolítico com as tendas, as peles, o fogo e … até observar alguns artistas da época a gravar as rochas!



Explorações pedagógicas e visitas individuais e em grupo ao Côa 3D

Para além dos aspetos referidos o Coa 3D apresenta-se ao visitante como um mundo virtual multiutilizador (com a tecnologia Babelx3d/Abnet) e nesse sentido pode ser explorado individualmente - tem indicações úteis, informações diversas e até postes de informação com áudio junto às rochas gravadas - mas também pode ser explorado em grupo (cada visitante é representado por um avatar), podendo inclusive serem organizadas visitas de estudo ou com guia especializado.

Responsabilidade

As recriações do Côa Atual e do Côa Paleolítico, ainda que baseadas em pesquisas, objetos e elementos reais obtidos ou cedidos por várias pessoas e entidades, são recriações artísticas e ficcionais imaginadas pelos membros da equipa do Côa 3D e da sua exclusiva responsabilidade.